Profissões do futuro: pesquisa aponta quais carreiras serão mais valorizadas pelo mercado

Especialista destaca a importância de ter uma base escolar bem desenvolvida para que as crianças tenham acesso a essas profissões

Um levantamento realizado pela H2R Pesquisas em parceria com a TOTVS revelou quais carreiras estão em destaque para os próximos anos, com ênfase em profissões das áreas de tecnologia e inovação. A pesquisa revela que apesar de as profissões exigirem conhecimentos técnicos, habilidades consideradas “soft skills”, ou habilidades socioemocionais serão essenciais para o desenvolvimento profissional.

O levantamento ouviu cerca com 477 profissionais de áreas como, Tecnologia, Marketing, Vendas, Finanças e RH. A profissão que lidera o ranking é “analista e cientista de dados”, com 33% das respostas, seguida por “profissionais de saúde mental” e “especialista em IA e machine learning”, com 30%.

Também foram citados na pesquisa, especialista em big data (17%), especialista em transformação digital (17%), especialista em ESG (11%), gerente de equipe humanos-máquinas (10%), especialista em marketing digital e estratégia (10%), UX designer (10%), especialista em sustentabilidade (9%), desenvolvedor de blockchain (8%), especialista em energias renováveis (7%) e detetive de dados (7%).

Para Vanessa Pires, CEO da Brada, empresa que conecta causas, investimentos e comunidades para democratizar a transformação social no Brasil, o ponto-chave é o equilíbrio. “Em tempos de inteligência artificial, revolução tecnológica e telas cada vez mais inseridas nas rotinas, é importante unir os conhecimentos técnicos com a inteligência emocional para poder se destacar no mercado.” 

A pesquisa ainda levantou o debate de: como as novas gerações estão sendo preparadas para essa realidade próxima? Já respondendo à esse questionamento, existe o projeto Conectados do Bem, realizado pela EGP Brasil por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (ISS). Ao longo das atividades, os alunos têm contato com conceitos de programação, robótica educacional, cultura maker e desenvolvimento de soluções criativas por meio de aprendizado prático e experimentação.

O projeto atua em seis escolas municipais do Rio de Janeiro, a E.M Maria Leopoldina (PwC), CIEP Desfiles (ONS), Associação São Martinho (SLB), E.M Alagoas (SEMOVE/RIOPAR), E.M Marechal Mascarenhas de Moraes (Rio Brasil Terminal ICTSI) e E.M Presidente Arthur Costa e Silva (Parque do Bondinho), e busca despertar o interesse pela tecnologia, estimular a criatividade e fortalecer habilidades que serão cada vez mais valorizadas no mercado de trabalho.

“O Conectados nasce da ideia de aproximar tecnologia, criatividade e educação de forma acessível e inspiradora. Quando os alunos percebem que podem criar, inovar e desenvolver soluções para suas próprias comunidades, fortalecemos não apenas o aprendizado, mas também a confiança e o protagonismo desses jovens”, afirma Marianna Muniz, project manager do Conectados do Bem.

O levantamento ainda apontou habilidades técnicas que serão essenciais para os próximos anos, chamadas de hard skills. A considerada mais relevante foi uso de inteligência artificial, com 48% dos votos. Em seguida, análise de dados, com 40%. Análise de negócios, com 26%, gerenciamento de projetos e programação, também com 23%, e cibersegurança, com 20%.

Para Vanessa, alinhar a educação com as expectativas do mercado é uma decisão estratégica. “Ensinar desde a primeira infância a potencialidade da robótica e da tecnologia tem um potencial transformador. Desde uma habilidade prática até uma soft skill, essa criança pode enxergar o mundo com outros olhos”, explica.

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