A educação financeira ganhará espaço nas escolas da rede municipal de Rio Bonito a partir desta sexta-feira, 3 de julho. A convite da Secretaria Municipal de Educação, 40 professores da rede pública da região participarão de uma capacitação sobre o tema. A iniciativa surgiu após a secretaria conhecer os resultados do projeto Capital Jovem – Mais que Finanças: Escolhas que Transformam Futuros, da Unicred Coalizão, que, há três anos, leva gratuitamente palestras sobre educação financeira para estudantes da rede pública de cidades do Estado do Rio de Janeiro.
Conduzida pelo consultor de investimentos Kaê Macedo, que também está à frente do projeto Capital Jovem, a capacitação tem como objetivo preparar os educadores que atuam no Ensino Fundamental e Médio para abordar conteúdos relacionados ao planejamento financeiro, como orçamento pessoal e organização financeira, redes sociais x consumo, cesta de consumo (diferentes escolhas de consumo para a mesma renda), consequências da negativação no sistema financeiro, inflação e renda, patrimônio x renda e sistema financeiro de forma geral. “Tratar o assunto educação financeira em sala de aula é essencial. E os professores têm naturalmente a técnica pedagógica para traduzir esses conceitos para os jovens. Eles não só compõem a primeira linha de frente da formação juvenil, como possuem um efeito multiplicador do conhecimento, visto o número de turmas que um único professor é capaz de atender. Além disso, os reencontros com as turmas, a cada aula, ajudam na fixação e na resolução de dúvidas”, comenta o consultor da Unicred Coalizão.
A ideia de levar uma capacitação em educação financeira para os professores da rede municipal surgiu após o reconhecimento dos impactos do trabalho desenvolvido pelo Capital Jovem na Escola E. M. Prof. Honesto de Almeida Carvalho. A partir dessa experiência, a Secretaria Municipal de Educação decidiu ampliar o alcance da iniciativa, levando o tema também aos educadores, que poderão replicar os conhecimentos em sala de aula.
Para Kaê, com o sistema financeiro entrando cada vez mais cedo na vida das pessoas e oferecendo aos mais jovens acesso facilitado a contas digitais, cartões de crédito e cheques especiais antes mesmo de se inteirarem sobre os conceitos de orçamento e juros, é essencial que a educação financeira não aconteça apenas em datas pontuais, mas continuamente. “O nível de endividamento das famílias brasileiras é alarmante e expõe um problema estrutural sobre o desconhecimento, mesmo que básico, de finanças pessoais. E essa dificuldade financeira dentro de casa impacta diretamente os mais jovens. De um lado, eles querem ajudar os pais com as contas. Do outro, querem usufruir da facilidade de crédito oferecida pelas instituições financeiras. O resultado disso é que, diante de dívidas que não param de crescer, não é raro que larguem os estudos para trabalhar. Os professores, portanto, são grandes aliados na contenção desse problema social, não apenas para ensinar sobre um tema que será importante para toda a vida, mas também para frear esse êxodo escolar”, conclui.
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